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O Equator Network está novamente este ano realizando a Equator Publication School, um curso de imersão sobre as diretrizes para redação de artigos científicos. O curso ocorre em 19 a 23 de junho, em Oxford, no NDORMS (Nuffield Department of Orthopaedics, Rheumatology and Musculoskeletal Diseases), na Inglaterra.

EQUATOR Publication School 2017: 19-23 June, Oxford, UK

Temos insistido com nossos clientes e outros editores de publicações na área de saúde a respeito da importância de se usarem diretrizes para redação de artigos científicos. O Equator Network produziu várias dessas diretrizes, cada uma para um tipo de estudo: há STROBE, para estudos observacionais (transversais, caso controle, coorte), CONSORT para estudos clínicos e assim por diante. São normas cujo cumprimento é exigido pela maior parte das boas revistas em saúde.

Essas diretrizes são fáceis de usar, auxiliam muito o pesquisador na hora de escrever seu artigo e principalmente são importantíssimas para evitar o viés de relato, ou seja, a falha de descrição de métodos que podem ter sido utilizados adequadamente, mas que ficaram de fora por lapso. Isso depois prejudica a realização de revisões sistemáticas.

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O serviço prestado pela Palavra Impressa para formatação de artigos científicos pode ser oferecido pelas sociedades médicas diretamente aos seus associados. Assim fez a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que se preocupa com a qualidade dos estudos publicados por seus associados, e quer incentivar a divulgação da ciência.

Agora, todo dermatologista associado quites com a SBD tem direito a utilizar de nossos serviços. Basta acessar http://www.sbd.org.br/biblioteca/popac/ e preencher os formulários de inscrição.

Trata-se de iniciativa muito positiva da SBD: oferecer a seus membros incentivo e ajuda na publicação de seus estudos, que muitas vezes ficam sem divulgação devido a dificuldades que a Palavra Impressa pode ajudar a vencer. A SBD está preocupada com a qualidade da ciência produzida em dermatologia no Brasil, e este é um reflexo disso.

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A Palavra Impressa foi convocada para a conferência do SciELO a ser realizada entre 22 e 25 de outubro, e que reúne autoridades e especialistas em pesquisa e comunicação científica. No painel Plataforma SciELO de indexação, publicação e interoperabilidade, vamos falar sobre um programa de capacitação a ser montado em parceria com o SciELO, dirigido aos editores de todas as revistas da base, referees e equipes. Vamos expor que as características e realidades estruturais das revistas da rede são muito heterogêneas, e que um programa de capacitação seria importante para profissionalizar alguns dos procedimentos. Será aberto um diálogo com os editores, para compreender as suas necessidades e detalhar a implementação do projeto.

 

A Conferência SciELO 15 anos comemora a trajetória de sucesso da rede, e vai tratar de políticas de pesquisa e comunicação científica, acesso aberto, cienciometria e outros temas importantes na área. Nossa apresentação ocorre no dia 22, ao meio-dia.

 

http://www.scielo15.org

 

 

 

 

 

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A Palavra Impressa lançou, no início de setembro, as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea, uma compilação das diretrizes formuladas com base em reuniões de consenso dessa sociedade realizadas em Angra dos Reis, em 2012, da qual participaram cerca de 100 especialistas, representando os principais centros de transplante do Brasil. 

 

A obra foi editada para facilitar a consulta sobre as recomendações a respeito de cada procedimento em transplante de medula para cada tipo de enfermidade ou situação clínica. Alguns dos capítulos haviam sido publicados como artigos científicos, porém foram inteiramente revisados e traduzidos para publicação no livro. 

 

A obra traz material de consulta que permite oferecer informações sobre assistência aos pacientes baseada em evidência científica de nível internacional. O interesse pela leitura é de representantes do governo, que gerem os investimentos públicos na área de saúde, e também das entidades privadas que prestam assistência a pacientes com doenças genéticas, degenerativas e câncer que podem ser tratadas com transplante de medula óssea. Assim, é leitura obrigatória para o Ministério da Saúde e para os planos de saúde complementar.

 

Editar a obra foi um desafio para a Palavra Impressa: o cronograma era curto, pois alguns textos chegaram de última hora, pois haviam acabado de ser atualizados pelos seus autores. O número de referências bibliográficas a serem revisadas e corrigidas numa obra de consenso é enorme, pois são feitas revisões sistemáticas da literatura pelos autores. A padronização de formato entre 15 capítulos de diferentes grupos de autores foi um cuidado que facilita a consulta e a leitura do livro. A finalização dos trabalhos de revisão, normatização e diagramação foi possível com a coordenação do dr. Nelson Hamerschlak, antigo cliente da Palavra Impressa e um dos editores.

 

 

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A Palavra Impressa acaba de publicar mais um registro histórico. Osvandré Lech e o atual presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), Arnaldo Amado Ferreira Neto, assinam um extenso resgate histórico sobre os primeiros 25 anos da entidade. O livro, de 210 páginas e capa dura, editado pela Palavra Impressa, apresenta uma linha do tempo nacional e internacional da especialidade, a história da sociedade, o depoimento de todos os ex-presidentes e dos atuais chefes dos 25 serviços de treinamento em cirurgia do ombro (R4), um relato sobre o Congresso Mundial de 2007, que foi realizado no Brasil, estatutos da Sociedade, a relação dos 820 membros atuais, uma grande galeria de fotos (provenientes dos álbuns pessoais dos autores) e as mensagens de felicitações recebidas de colegas do exterior. A tiragem de 3.000 exemplares foi impressa em Salvador, local do terceiro Closed Meeting da SBCOC, onde ocorreu o lançamento oficial e a distribuição gratuita para os participantes.

 

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Temos recebido cada vez mais textos para revisão em que os autores brasileiros adaptam a palavra “severe” em inglês para o português… inadequadamente. Em inglês, “severe” pode, sim, significar o aspecto grave de uma doença, “severe disease”, “severe pain” etc. Porém, o exame de vários dicionários da língua portuguesa, editados em várias épocas, mostra que a principal acepção da palavra “severo” ou “severa” é “rigoroso”: uma professora severa, um pai severo são pessoas que tratam as pessoas e as situações com rigor, com disciplina, com inflexibilidade, com exigência. Mesmo quando o dicionário emprega a palavra grave nesse verbete, o faz no sentido de sério, íntegro, e não no sentido da intensidade de uma doença: uma pessoa grave.

Doenças, dores, sintomas não são severos. São mais ou menos graves, intensos e perturbadores. Assim, doutores, é mais correto escrever “doença grave”, “dor intensa”, “diabetes avançada”… do que “afecção severa”. A doença não fica “brava” com ninguém. Deixem “severe” para os textos em inglês.


Houaiss A, Villar MS. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

Dicionário Escolar da Língua Portuguesa. Academia Brasileira de Letras. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008.

Caudas Aulete. Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editôra Delta S.A., 1964.

 

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Temos recebido trabalhos científicos nos quais os autores mencionam o uso de determinados produtos ou serviços protegidos por registro de marcas e patentes. Equipamentos de laboratório, implantes, próteses e outros produtos industriais são conhecidos por suas marcas e, diferentemente de medicamentos, não têm nomes “genéricos” que os identifiquem. O nome do produto é a marca. É obrigatório, nesses casos, o uso do símbolo de marca registrada ao lado do nome? Não.

A posse do registro de uma marca possibilita ao dono do registro fazer menção de que essa marca está protegida, exibindo a expressão “marca registada”, “MR”, ou o símbolo ®. Isso é feito com frequência de modo a dissuadir potenciais infrações ou uso indevido por outras empresas. 

Ter o registro da marca possibilita, mas não obriga o uso do símbolo. O uso do símbolo não é obrigatório nem mesmo pelo próprio dono da marca. O símbolo é, na verdade, uma ferramenta de marketing: os produtores colocam sempre o sinalzinho ® em seus materiais de divulgação, propaganda e catálogos, de maneira a mostrar aos possíveis concorrentes que o uso do nome por outras empresas seria uma infração. 

Portanto, ninguém é obrigado a usar o símbolo e quem tem interesse em deixar claro que uma marca é registrada é a indústria que a criou, não os autores de artigos científicos. Os pesquisadores na área de saúde estão interessados em demonstrar os resultados clínicos e funcionais do uso desses produtos, não em se aproveitar da marca para qualquer coisa. 

Além disso, o reconhecimento de que uma marca é registrada não depende de que todas as pessoas façam menção a ela com o simbolo: o registro de uma marca vale por 10 anos no Brasil, independentemente de usarmos ou não o símbolo. O registro está protegido pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). A Lei da Propriedade Industrial não faz qualquer menção ao símbolo.

Há ainda riscos no uso do símbolo ® em textos científicos: ao redigir o artigo, o autor pode imaginar que a marca está registrada, porém o registro pode ainda estar pendente, ou seja, o pedido foi depositado mas ainda não concedido. O símbolo não pode ser utilizado nesses casos. Seria uma falsa afirmação. O uso de símbolos no título e no texto de artigos científicos pode dar a entender que os autores têm algum interesse na proteção daquela marca. Enfim, é desnecessário.

 


 

Brasil. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei Nº 9.279, de 14 de maio de 1996.
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9279.htm. Acessada em 19 de fevereiro de 2013.

Portilho D. Aspectos Legais sobre o Uso dos Símbolos Marcários ® MR TM e MD.
Disponível em: http://www.mpbrasil.com/artigos-noticias-dicas.php?subaction=showfull&id=1310756726&archive=&start_from=&ucat=&#topo. Acessado em 19 de fevereiro de 2013.

 

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Atualmente, um currículo publicado na Plataforma Lattes é exigência da maioria das universidades, institutos de pesquisa e instituições de fomento/financiamento do país: é o que permite, por exemplo, o ingresso em programas de pós-graduação. É também uma vitrine profissional, sendo consultada por empresas que querem verificar todo o histórico de um candidato a vaga, e até mesmo por pacientes que desejam ter uma noção da experiência acadêmica, profissional e especialização do médico que vão consultar. Mantê-lo no ar, atualizado e digitado corretamente é muito importante.

A Palavra Impressa organiza o currículo Lattes de seus clientes, realizando a montagem inicial, para quem ainda não tem um, ou a atualização do currículo Lattes na Plataforma. Há também a possibilidade de realizar simultaneamente a digitalização dos certificados e diplomas inseridos, para posterior arquivamento em computador (evitando o manuseio de papel).

A tabela de preços pelo serviço é a seguinte:

– Taxa inicial de R$ 150,00 (não importanto o número de certificados inseridos ou o número de atualizações ou correções); esta taxa inclui revisão geral para correção de erros de digitação ou de classificação de entradas em currículos já presentes na Plataforma.

– R$ 2,80 por novo certificado ou nova entrada inseridas no Currículo

– R$ 1,90 por certificado digitalizado.

Para contratar o serviço, entre em contato pelo email: editora@palavraimpressa.com.br.

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Nossa experiência com a organização do acervo histórico da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) possibilitou a realização de um trabalho muito interessante em 2012: em novembro, durante o congresso da especialidade realizado em Salvador (BA), montamos o Museu da Ortopedia Brasileira.

O trabalho consistiu, em primeiro lugar, em realizar uma seleção de material histórico que fosse interessante para demonstrar aos ortopedistas brasileiros: documentos, cartas, fotografias da década de 1930 em diante, que foram, em 2011, higienizados, catalogados e organizados no acervo da Comissão História da Ortopedia Brasileira (CHOB). Foram escolhidas cartas de articulação da fundação da SBOT e fotografias originais do primeiro Congresso Brasileiro, realizado em 1936, além de outros documentos interessantes.

O material foi catalogado com legendas informativas, que descreveram cada item e sua importância histórica, com datas e identificação de personagens importantes. Por fim, foi cuidadosamente transportado para Salvador e disposto em três vitrines, bem à vista de todos os congressistas, que paravam no estande para conversar sobre o material e a importância de preservar a história, e que contribuíram com mais histórias interessantes.

Além das vitrines, a Palavra Impressa editou oito vídeos sobre a história da ortopedia, que foram exibidos durante todo o evento e agora estão disponíveis no site da SBOT. Os vídeos são originais e foram produzidos com imagens de documentos e fotografias históricas com os quais a Palavra Impressa vem tomando contato há mais de cinco anos, em que vem produzindo vários registros históricos para a SBOT. 

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Nossa experiência com redação de textos científicos permitiu acompanhar uma evolução intensa, especialmente nos últimos cinco anos, nas diretrizes para redação de textos científicos, no mundo e no Brasil. Melhorou, se organizou e se tornou mais sistemática a forma com que os pesquisadores precisam redigir os seus relatórios para serem aceitos pelas agências de fomento/financiamento, pelas revistas científicas internacionais, pelas editoras. Em outras palavras, tem sido necessário escrever melhor para prosseguir na carreira acadêmica e científica.

Porém, curiosamente, observamos também um certo vácuo entre a criação de novas exigências e o desenvolvimento de habilidades pelos pesquisadores. A Palavra Impressa tem atuado no auxílio de pesquisadores e grupos de pesquisa que realizam bons trabalhos científicos e que precisam publicá-los, mas encontram dificuldades com a língua, com o cumprimento de normas e com redação clara e concisa. Um serviço que acelera a publicação científica e acaba por aprimorar, pelos próprios autores, suas capacidades.

O problema é quando deparamos com trabalhos científicos que não têm qualidade. Redigir ou editar o manuscrito de uma pesquisa bem feita, bem fundamentada e com conclusões coerentes, que contribuem para o progresso da ciência, representa o nosso core business. Porém, muitas vezes ao longo do ano deparamos com trabalhos cujas conclusões não estão baseadas nos resultados (apenas na crença pessoal do investigador), artigos cujos resultados jamais poderiam ter sido alcançados com os métodos descritos (portanto há erros de apuração ou de descrição dos métodos) e, mais frequentemente, resultados e conclusões que não servem para nada, pois não trazem novas evidências científicas, novos fatos, apenas repetem pesquisas anteriores. 

Essas constatações nos mostram que há muitos pesquisadores ainda atuando, principalmente em programas de mestrado e doutorado, com orientação deficiente, sem um contato próximo com os departamentos de pesquisa e a cultura investigativa, e trabalhando por números (quantidade de trabalhos e publicações e não qualidade). Essa é uma deficiência de formação do cientista, principalmente o brasileiro, sobre a qual nada podemos fazer, pois na maioria das vezes atuamos na ponta final do processo, quando geralmente as pesquisas já foram concluídas, os dados já foram analisados. 

No entanto, sugerimos sempre aos nossos clientes que leiam atentamente as principais diretrizes (guidelines) de redação de manuscritos, que estão disponíveis para cada tipo de estudo (observacional, clínico, de revisão etc.), porque esse exame nos permite questionar se os métodos utilizados são adequados, se as perguntas que foram feitas estão claras e foram respondidas e de que maneira o relatório contribui com a ciência. Simplesmente fazer esses questionamentos ajuda a repensar o trabalho criticamente, e melhorar a sua qualidade. Não se trata somente de cumprir normas de revistas e instituições: trata-se de avaliar o próprio trabalho criticamente, cientificamente. A observação e o cumprimento dessas normas, temos certeza, contribuirá para a evolução de um raciocínio científico, que, espera-se, vai se tornar um hábito.

 

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