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Nossa experiência com a organização do acervo histórico da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) possibilitou a realização de um trabalho muito interessante em 2012: em novembro, durante o congresso da especialidade realizado em Salvador (BA), montamos o Museu da Ortopedia Brasileira.

O trabalho consistiu, em primeiro lugar, em realizar uma seleção de material histórico que fosse interessante para demonstrar aos ortopedistas brasileiros: documentos, cartas, fotografias da década de 1930 em diante, que foram, em 2011, higienizados, catalogados e organizados no acervo da Comissão História da Ortopedia Brasileira (CHOB). Foram escolhidas cartas de articulação da fundação da SBOT e fotografias originais do primeiro Congresso Brasileiro, realizado em 1936, além de outros documentos interessantes.

O material foi catalogado com legendas informativas, que descreveram cada item e sua importância histórica, com datas e identificação de personagens importantes. Por fim, foi cuidadosamente transportado para Salvador e disposto em três vitrines, bem à vista de todos os congressistas, que paravam no estande para conversar sobre o material e a importância de preservar a história, e que contribuíram com mais histórias interessantes.

Além das vitrines, a Palavra Impressa editou oito vídeos sobre a história da ortopedia, que foram exibidos durante todo o evento e agora estão disponíveis no site da SBOT. Os vídeos são originais e foram produzidos com imagens de documentos e fotografias históricas com os quais a Palavra Impressa vem tomando contato há mais de cinco anos, em que vem produzindo vários registros históricos para a SBOT. 

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Nossa experiência com redação de textos científicos permitiu acompanhar uma evolução intensa, especialmente nos últimos cinco anos, nas diretrizes para redação de textos científicos, no mundo e no Brasil. Melhorou, se organizou e se tornou mais sistemática a forma com que os pesquisadores precisam redigir os seus relatórios para serem aceitos pelas agências de fomento/financiamento, pelas revistas científicas internacionais, pelas editoras. Em outras palavras, tem sido necessário escrever melhor para prosseguir na carreira acadêmica e científica.

Porém, curiosamente, observamos também um certo vácuo entre a criação de novas exigências e o desenvolvimento de habilidades pelos pesquisadores. A Palavra Impressa tem atuado no auxílio de pesquisadores e grupos de pesquisa que realizam bons trabalhos científicos e que precisam publicá-los, mas encontram dificuldades com a língua, com o cumprimento de normas e com redação clara e concisa. Um serviço que acelera a publicação científica e acaba por aprimorar, pelos próprios autores, suas capacidades.

O problema é quando deparamos com trabalhos científicos que não têm qualidade. Redigir ou editar o manuscrito de uma pesquisa bem feita, bem fundamentada e com conclusões coerentes, que contribuem para o progresso da ciência, representa o nosso core business. Porém, muitas vezes ao longo do ano deparamos com trabalhos cujas conclusões não estão baseadas nos resultados (apenas na crença pessoal do investigador), artigos cujos resultados jamais poderiam ter sido alcançados com os métodos descritos (portanto há erros de apuração ou de descrição dos métodos) e, mais frequentemente, resultados e conclusões que não servem para nada, pois não trazem novas evidências científicas, novos fatos, apenas repetem pesquisas anteriores. 

Essas constatações nos mostram que há muitos pesquisadores ainda atuando, principalmente em programas de mestrado e doutorado, com orientação deficiente, sem um contato próximo com os departamentos de pesquisa e a cultura investigativa, e trabalhando por números (quantidade de trabalhos e publicações e não qualidade). Essa é uma deficiência de formação do cientista, principalmente o brasileiro, sobre a qual nada podemos fazer, pois na maioria das vezes atuamos na ponta final do processo, quando geralmente as pesquisas já foram concluídas, os dados já foram analisados. 

No entanto, sugerimos sempre aos nossos clientes que leiam atentamente as principais diretrizes (guidelines) de redação de manuscritos, que estão disponíveis para cada tipo de estudo (observacional, clínico, de revisão etc.), porque esse exame nos permite questionar se os métodos utilizados são adequados, se as perguntas que foram feitas estão claras e foram respondidas e de que maneira o relatório contribui com a ciência. Simplesmente fazer esses questionamentos ajuda a repensar o trabalho criticamente, e melhorar a sua qualidade. Não se trata somente de cumprir normas de revistas e instituições: trata-se de avaliar o próprio trabalho criticamente, cientificamente. A observação e o cumprimento dessas normas, temos certeza, contribuirá para a evolução de um raciocínio científico, que, espera-se, vai se tornar um hábito.

 

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Em final de março deste ano, uma antiga cliente nossa, para quem já preparamos vários artigos científicos para publicação, nos procurou com uma demanda bastante incomum. Ela havia descoberto que um artigo seu, publicado em 2006, numa revista internacional de grande impacto, havia sido copiado e publicado em outra revista, bem menor, em 2009. Agarramos o caso.

Fizemos uma comparação palavra a palavra entre os artigos e verificamos que os autores do plágio (estava claro: era um caso de plágio) trocaram apenas o nome da doença principal tratada no artigo por outra, a idade dos pacientes (de adolescentes para adultos) e mantiveram todo o texto igual, do começo ao fim. Até mesmo uma enorme tabela com medidas de pacientes foi interamente copiada, à precisão decimal. 

Consultamos as normas internacionais que definem plágio, publicação redundante e condutas consideradas inaceitáveis na área científica e redigimos uma carta detalhada ao editor-chefe da revista onde o trabalho de nossa cliente havia sido publicado. Explicamos que o estudo original, que recebeu financiamento público, havia sido realizado num hospital do Sistema Único de Saúde, com pacientes reais, sobre os quais os pesquisadores tinham inteira responsabilidade na condução clínica e coleta dos dados, e que os autores do artigo falso haviam simplesmente se apoderado dos dados. Pior: a troca do nome da doença principal fazia com que o texto como um todo não fizesse sentido. Ele jamais deveria ter passado por um sistema de revisão por pares, mesmo que os revisores da revista não desconfiassem do plágio.

A revista imediatamente tomou providências, e manteve contato conosco. Em mensagem enviada menos de um mês depois, após reuniões do conselho editorial, informou-nos de que reconhecia o caso como uma “grave violação ética”, e que conseguiu, junto à segunda revista, a determinação de retirar o artigo dos sistemas de indexação e de publicar uma comunicação sobre o erro. Além disso, comprometeu-se a contatar as instituições às quais os responsáveis pelo plágio são ligados (no Irã) para investigação do caso.

Este é mais um caso em que a Palavra Impressa mostra que está à disposição de seus clientes para revisar, editar e traduzir textos (tal como muitas empresas fazem), mas que vai além, dando um atendimento mais abrangente. Conduzir e intermediar as comunicações com as revistas envolvidas neste caso, discutindo ética, direito autoral, questões legais e de indexação científica.  E não paramos por aí: estamos de olho para verificar se os compromissos assumidos estão sendo cumpridos. 

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Começamos 2011 muito entusiasmados com a publicação de nosso novo site. Fizemos não só uma renovação do visual, mas também de todo o conteúdo, e criamos esta seção, que vai proporcionar mais interação com os nossos clientes.

Esta página vai divulgar, em 2011, não apenas os trabalhos que estão em andamento, mas os nossos pensamentos a respeito deles: ao publicar portfolios na internet ou enviar currículos para os clientes, nem sempre eles podem ter noção de como pensamos a respeito das dificuldades que enfrentamos e das soluções que damos aos problemas no dia a dia. 

Convidamos todos a opinar, escrever para nós, abrir debates sobre edição de texto, publicações científicas e da área social e novas oportunidades de atuação. Conheçam nosso trabalho e a opinião de nossos clientes no link Empresa do site e envie seu palpite!

 

Bom ano para todos!

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75 anos da SBOT: A Palavra impressa acaba de lançar “75 anos da SBOT: registro histórico”: uma obra completa sobre a história da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, em meio impresso e eletrônico.

O trabalho consumiu alguns meses de muita pesquisa, leitura de documentos muito antigos, manuscritos e datilografados, e uma “costura” das informações dispostas de maneira esparsa: agora, fazendo sentido. Completou esse trabalho otestemunho de alguns ortopedistas mais idosos e também daqueles, ainda ativos, que promoveram algumas das maiores conquistas da SBOT. 

A Palavra Impressa cuidou da pesquisa, edição do texto final, diagramação, tudo sob a orientação e coordenação dos autores, Fernando Baldy dos Reis e Marcelo Tomanik Mercadante, que fazem parte da diretoria da SBOT. O trabalho foi possível devido ao comprometimento da SBOT com a preservação da própria história: em 2008 a editora cuidou da publicação de 40 Congressos: Registro Histórico dos CBOTs de 1936 a 2008. O novo trabalho, em 2010, foi um desafio, pois foi preciso reconstruir a história da SBOT não sob o ponto de vista dos eventos científicos que ela sempre promoveu, desde a sua fundação, mas agora fazendo uma síntese de seus 75 anos de história com outros enfoques: suas atividades educativas, científicas e de defesa profissional do ortopedista. É realmente muita história para contar, e a equipe da Palavra Impressa está sempre pronta para esse tipo de missão.

 

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