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Patricia Logullo

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Patricia Logullo é editora de textos e publicações. Trabalha na área de não ficção, especialmente com relatórios científicos, sobre projetos sociais e registros históricos.

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O projeto editorial de uma publicação é um documento que descreve detalhadamente as características, o conteúdo e o seu plano geral de funcionamento. O Projeto Editorial (de um periódico, de um livro, de um site) é um patrimônio institucional da instituição que o publica. Serve para planejar detalhadamente os rumos desse canal de comunicação com o público do ponto de vista editorial e, por isso mesmo, ajuda a manter a sua qualidade ao longo do tempo. Funciona mais ou menos como a planta de uma casa a ser construída, planejada de acordo com as características da família que nela vai morar.

 

Sem a descrição de um projeto editorial, o canal de comunicação perde consistência, coerência e permanência na memória do cliente, pois seus diversos elementos (seções, conteúdos) ficam desconectados. Sem o projeto editorial, há um grande risco de o produto modificar-se ao longo do tempo à revelia de um planejamento, tomando rumos não desejados pela instituição detentora da obra. Os rumos do veículo, no caso de um periódico ou site, podem se alterar ao longo do tempo sem que a instituição se dê conta disso ou até mesmo sem que deseje as mudanças.

 

O Projeto Editorial é um documento que serve para que os membros da equipe da instituição tomem conhecimento de qual é o seu objetivo e quais são as metas para o cumprimento de cada etapa de trabalho. Ele traz um conjunto de normas a serem seguidas para aquele produto editorial. Assim, mesmo com a mudança da equipe, substituição de editores ou dirigentes, o fluxo de trabalho permanece.

 

A documentação do Projeto Editorial é também uma maneira de oficializar e reconhecer adequadamente o trabalho do editor, que serve como consultor para a montagem do novo veículo, coordena o trabalho da equipe (de programadores, de outros redatores, de fotógrafos), trabalha em conjunto com os designers gráficos, e investe seu tempo no planejamento de todo o trabalho: seu, e de outros profissionais envolvidos. O editor realiza, por meio da confecção do Projeto Editorial, a programação do trabalho a ser realizado em consonância com os objetivos e expectativas do cliente. No caso de periódicos científicos, o editor-chefe tem a função primordial de selecionar o conteúdo a ser publicado em cada edição, e o editor assistente ou associado precisa auxiliá-lo cumprindo normas e procedimentos previamente descritos num Projeto Editorial.

 

O Projeto Editorial deve conter:

 

– qual o objetivo/missão do produto/empresa

– qual o título e ISBN ou ISSN

– quais são as seções (ou capítulos) e conteúdos do veículo (jornal, revista, portal na internet, livro, periódico científico) e a que se destinam

– qual a periodicidade mínima e máxima da publicação no caso de periódicos (jornal, revista, página na internet)

– como devem ser formatados os elementos componentes (qual a linguagem do texto? Qual sua extensão mínima e máxima?)

– como serão usadas imagens (fotografias, ilustrações), em que situações, de que maneira, e como será produzido esse material

– no caso de livro, quem são os autores

– de onde vêm e como são obtidos os textos de colaboradores externos

– no caso de periódico científico, quais são os critérios de autoria, ou seja, o que faz de um autor realmente um autor e não um colaborador

– as responsabilidades de cada membro da equipe (ou conselhos)

– qual o prazo mínimo e máximo para execução de cada tarefa e qual o cronograma do primeiro número.

 

A Palavra Impressa realiza a análise crítica de produtos em publicação e a redação do Projeto Editorial desses e de produtos a serem publicados (novos). Após a redação do Projeto Editorial e submissão inicial ao cliente, alterações no planejamento do trabalho ou em detalhes do documento são discutidas e implementadas no Projeto. Uma vez obtida a aprovação do cliente, o editor formata o documento final para entrega e arquivamento, para que se inicie o fluxo de trabalho propriamente dito. Periodicamente (por exemplo, todo ano ou a cada dois anos), no caso de periódicos (revistas, jornais) e de portais na internet, o Projeto Editorial pode (e deve) ser revisto criticamente, e pode ser alterado. No caso da publicação de livro, a pré-impressão encerra o Projeto.

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A Organização Mundial de Saúde decidiu editar no Brasil, em sigilo, seu relatório sobre a situação do combate ao tabagismo no mundo. A Palavra Impressa coordenou a revisão do relatório e a diagramação, realizada pelo Estúdio Infinito de Design Gráfico. A obra foi lançada em Nova York e está disponível no site da OMS.

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A Palavra impressa editou “75 anos da SBOT: registro histórico”: uma obra completa sobre a história da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, em meio impresso e eletrônico.

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A Palavra Impressa realizou um resgate histórico dos 40 Congressos Brasileiros de Ortopedia e Traumatologia, organizados pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) desde a sua fundação, em 1935. O trabalho envolveu pesquisa, manipulação de documentos antigos, entrevistas e edição final da obra, que está disponível no site da SBOT.

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No atendimento a nossos clientes, temos percebido que há  incoerências entre as instruções para autores das revistas e o que é efetivamente praticado nos seus sistemas eletrônicos de submissão. Isso ocorre porque as revistas contratam sistemas de submissão pré-formatados, e nem todas as funcionalidades podem ser adaptadas à realidade de cada revista.

 

Exemplos de incoerências são:

 

– as normas ou instruções para autores declaram que o resumo “deve ser estruturado” (o que significa que deve conter subtítulos como “introdução”, “métodos” etc.), mas a revista devolve o artigo solicitando um ou mais itens que não estavam descritos na norma (por exemplo, pedem para inserir ou para tirar “discussão”); ou devolve solicitando que o abstract seja disposto em parágrafo único (coisa que não está descrita na norma);

 

– a norma da revista pede que seja adicionada uma declaração de conflitos de interesse dos autores, mas não especifica onde. Após a submissão eletrônica, o artigo é devolvido com a solicitação que essa declaração, que foi inserida no final do texto, seja colocada na “cover letter” ou vice-versa, ou que a declaração seja inserida na página de título e não no final do artigo;

 

– a revista não oferece uma carta de modelo padrão, mas devolve o artigo dizendo que determinadas declarações têm que constar na “cover letter” usando determinadas palavras: o autor não pode redigir a sua carta dizendo as mesmas coisas de outra maneira. Com isso, precisamos editar a carta, copiando e colando as frases-padrão exigidas pela revista;

 

– a norma da revista pede que tabelas e figuras sejam dispostas em documentos separados, mas o sistema de submissão não prevê esse tipo de documento, obrigando-nos a submeter tudo, texto, tabelas e figuras, em conjunto; o que teoricamente seria descumprir as normas;

 

– a revista não deixa claro em suas normas mas exige, durante a submissão eletrônica, que sejam indicados revisores para o trabalho (referees), sendo que algumas não permitem a finalização da submissão sem nome, endereço e instituição de um número mínimo de revisores;

 

– as revistas falam em “número máximo de figuras e tabelas”, mas após a submissão, devolvem o artigo dizendo que o número máximo declarado nas normas era um total, considerando tabelas e figuras em conjunto. Assim, se o número máximo era, por exemplo de 5 “tabelas e figuras”, o autor é obrigado a submeter somente 3 tabelas e 2 figuras, e não 5 tabelas e 5 figuras como feito inicialmente.

 

 

Resolvemos esse tipo de problema rotineiramente, para que o envio dos artigos de nossos clientes não se atrase. Também enviamos comunicados aos editores a respeito das incoerências para que possam alterar, se não o sistema de submissão, pelo menos as normas, deixando-as mais claras. Conduzimos esse tipo de comunicação entre autor e editor para facilitar a vida de nossos clientes, e assim resolvemos pequenas pendências burocráticas que podem emperrar o processo de submissão, avaliação, aprovação e publicação. Tiramos essas pequenas pedras no meio do caminho.

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Comum é que grandes empresas iniciem ações filantrópicas e assistenciais disfarçadas de ações e projetos sociais, como forma de obter incentivos fiscais e benefícios em marketing.

Incomum é que elas sejam capazes de reunir-se com outras corporações, num difícil exercício de diálogo, de forma a elaborar e conduzir em conjunto um projeto social.

Comum é identificar os mais flagrantes problemas sociais brasileiros (a fome, a droga, o alagamento) e realizar campanhas para transferência de renda, doações, socorro imediato de curto prazo.

Incomum é identificar uma demanda que permanece muitas vezes escondida, ou não tão evidente, e direcionar a ela os esforços de sua equipe e financeiros.

A Palavra Impressa acaba de editar mais um relatório de sistematização de projeto social, este sim, a respeito de uma iniciativa incomum.

A RedEAmérica reúne mais de 70 organizações de origem empresarial, e que têm um bloco formado por instituições brasileiras. Para apoiar a diminuição da pobreza e aprofundar a democracia, ou seja, fortalecer as capacidades coletivas nas comunidades para que elas mesmas superem as condições adversas o Bloco Brasil da RedEAmérica conduziu um projeto ambicioso, audacioso, voltado para e envolvendo jovens reunidos em coletivos e organizados em redes com capilaridade pelo país. Os membros do Bloco Brasil experimentaram a riqueza de atuar em rede, no exercício de um programa que descrevemos nessa publicação. O projeto, incomum, se chama Iniciativa Comum, e mostrou que a juventude é uma surpreendente e preciosa porta de entrada para o desenvolvimento de base, representa uma oportunidade de contato estreito e próximo com a comunidade e com grande alcance e poder de mobilização. Provou também que a arquitetura do projeto em rede, mesmo quando não há controle total do que está sendo produzido, funciona e produz ganhos de escala. O projeto gráfico, do Estúdio Infinito, deixou flagrante a juventude e o conceito das redes na publicação.

Convidamos à leitura!

http://www.foco.org.br/_midias/pdf/2014/04/08/iniciativa_comum-764-534432c0e8828.pdf

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O serviço prestado pela Palavra Impressa para formatação de artigos científicos pode ser oferecido pelas sociedades médicas diretamente aos seus associados. Assim fez a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que se preocupa com a qualidade dos estudos publicados por seus associados, e quer incentivar a divulgação da ciência.

Agora, todo dermatologista associado quites com a SBD tem direito a utilizar de nossos serviços. Basta acessar http://www.sbd.org.br/biblioteca/popac/ e preencher os formulários de inscrição.

Trata-se de iniciativa muito positiva da SBD: oferecer a seus membros incentivo e ajuda na publicação de seus estudos, que muitas vezes ficam sem divulgação devido a dificuldades que a Palavra Impressa pode ajudar a vencer. A SBD está preocupada com a qualidade da ciência produzida em dermatologia no Brasil, e este é um reflexo disso.

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Nem sempre os clientes têm noção de todo o trabalho, competências e atribuições de um editor envolvido com textos da área científica. Muitas vezes, essas atribuições ficam escondidas, e os autores têm dificuldade de valorizar o trabalho.

Algumas das coisas que o editor faz:

– atua como um primeiro leitor ou, principalmente, um leitor não envolvido com o trabalho, o que lhe dá oportunidade de fazer uma revisão crítica e de enxergar problemas que as pessoas envolvidas nem sempre conseguem ver

– justamente por não estar envolvido com o trabalho, pode reorganizar as estruturas do texto de maneira mais lógica para o leitor, ajudando a manter o texto focado e a transmitir a mensagem principal mais diretamente

– identifica e remove (às vezes com ajuda do autor) ambiguidades do texto; verifica a consistência das mensagens ao longo dos vários blocos de texto

– melhora a clareza do texto, promovendo modificações na redação (edição do texto propriamente dita)

– seleciona o melhor estilo para cada caso, e cuida para que um padrão seja mantido ao longo do texto; elimina jargão

– assegura o cumprimento de normas

– corrige ortografia e gramática na língua que está sendo usada

– seleciona as figuras que podem ajudar na compreensão do texto, eliminando as desnecessárias; cuida para que elas estejam bem formatadas e que não haja problemas legais no seu uso

– ajuda a fazer com que o texto seja mais atraente para o publisher (a editora ou revista que vai publicar a peça)

– ajuda o autor a redigir melhor a sua mensagem

– ajuda a administrar projetos maiores de comunicação, que envolvem texto, imagens, vídeo etc., o que às vezes exige lidar com gráficas, transportadores e outros.

A Palavra Impressa não é uma empresa de tradução de papers. A Palavra Impressa é uma consultoria de edição de textos da área científica e relatórios técnicos da área social para diferentes públicos.

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Nossos clientes ficam decepcionados quando são proibidos ou desencorajados a divulgarem o resultado de suas pesquisas para a imprensa leiga, antes da publicação do artigo científico. Realmente, para quem trabalha para o bem comum, a maior divulgação possível de um novo conhecimento é o que se deseja. Não divulgar é decepcionante.

 

Porém o “embargo” que as editoras científicas impõem aos autores tem também sua razão de ser. É importante compreender por que ele existe.

 

O embargo é um período de tempo exigido pelas revistas (os “journals”) científicas entre a publicação do artigo científico e a divulgação pela imprensa leiga. Primeiro, os resultados da pesquisa têm que sair na forma de artigo científico completo. Depois (e o período varia de revista para revista), podem ser divulgados pela imprensa leiga para a população geral.

 

Por que existe o embargo?

 

Primeiro: se por um lado há editoras comprometidas com a divulgação da ciência, e que publicam os artigos de graça para todos, há outras que sobrevivem de assinaturas. Ao perderem a primazia para a imprensa geral, essas editoras perdem “clientes”, veem a imprensa leiga como suas “concorrentes”. Da mesma maneira como um jornalista vê outro jornalista, de outra revista ou jornal, como seu “concorrente” em busca do “furo” de jornalismo.

 

Segundo: o autor assina sempre um termo de transmissão de direito autoral (em inglês, “copyright transfer”, ou “direito de copiar”, direito de publicar) para a revista científica. Estaria, portanto, rompendo um acordo ao divulgar para o público leigo primeiro os resultados científicos que a revista científica revisou, aprovou e montou para publicação. Assim, romper o acordo pode resultar em sanções judiciais por parte da revista científica.

 

Terceiro: as grandes revistas científicas das grandes editoras têm departamentos de divulgação que cuidam de enviar aos jornalistas os resultados mais contundentes que estão sendo publicados. Em press-releases oficiais, elas enviam, alguns dias antes da publicação, uma explicação completa sobre o trabalho científico, dando tempo para que os jornalistas compreendam os dados e entrem em contato caso seja necessário. O JAMA, por exemplo, envia esses releases uma semana antes da publicação. Isso permite que não haja erros por parte dos jornalistas quanto à compreensão das descobertas científicas. Em troca dessa assistência, o jornalista tem de concordar em manter o “off” (ou seja, manter segredo) sobre a pesquisa até que a revista científica publique o “paper”. Quando um jornalista tenta “passar na frente”, dar um “furo de reportagem”, divulgando os resultados de um trabalho científico que ainda não foi publicado, corre o risco de escrever mal. Pela pressa, ao compreender mal um dado científico ou seu significado para a sociedade, o jornalista pode atropelar a ciência e se juntar ao time dos maus divulgadores. O tempo de embargo é útil para o estudo.

 

Quarto: O embargo também permite que os pares do pesquisador possam receber primeiro os resultados dos colegas, antes do público leigo. Assim, se um químico tem oportunidade de ler um manuscrito recém-publicado numa revista técnica-científica, pode depois dar uma entrevista aos jornalistas sobre os resultados do colega com maior conhecimento e segurança sobre o que foi feito. Se, por outro lado, um médico fica sabendo de um resultado importante em saúde pública pela imprensa, e não pela revista científica, não pode responder bem a seu paciente, que o enche de perguntas sobre aquele novo tratamento, o novo exame. Ele precisa de tempo para analisar melhor o material antes de ser chamado a se pronunciar.

 

O embargo não impede o pesquisador de falar sobre seus achados para seus pares, por exemplo, em congressos ou reuniões científicas fechadas para cientistas. Porém, deve sempre se lembrar que podem haver jornalistas leigos na platéia, tentando “pescar” novidades que nem sempre podem compreender bem. Partindo do princípio de que o artigo que ainda não foi publicado ainda não teve um completo processo de revisão por pares (peer-review), ainda não foi aprovado para publicação, isso pode ser perigoso. Antes da publicação oficial, qualquer resultado é preliminar.

 

O embargo não impede que o cientista avise autoridades a respeito de seus achados, antes da publicação (por exemplo, avisar sobre uma alta taxa de efeitos colaterais de um medicamento, que compromete sua segurança). Também não impede que o cientista amplie a divulgação de seu trabalho para um número grande de outros cientistas: para isso existem as revistas open-acess, que publicam o artigo completo de graça na internet, sem necessidade de assinatura prévia. Uma vez publicado o artigo científico na revista, o cientista pode divulgá-lo, enviando o link ou o pdf do artigo para colegas. (Ou mesmo para a imprensa, mas não antes da publicação).

 

Dar entrevista sobre o próprio trabalho, sobre as próprias impressões, opiniões e visão da ciência é direito de todo cientista, a qualquer tempo. Usar a imprensa leiga, aberta, para divulgar resultados (dados) de uma pesquisa específica que está sendo objeto de revisão ou já programada para ser publicada numa revista científica… é rompimento de acordo na maioria dos casos. É bom tomar cuidado.

 

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Quem submete um trabalho científico para publicação numa revista internacional e o recebe de volta com críticas como “revisar a linguagem”, “revisar quanto à gramática” ou “corrigir numerosos erros gramaticais” nem sempre imagina que, assim como na língua portuguesa há discussão sobre o uso correto de certas palavras e pontuações, também na língua inglesa nem tudo é “preto no branco”. Apesar de geralmente mais simples e prática do que a língua portuguesa, a inglesa também traz desafios para o revisor. Um exemplo clássico é a rotineira colocação de vírgula antes de “e”.

 

Em português, aprendemos na escola que, numa listagem, por exemplo, em que se usa “e” como conjunção aditiva (comprou bananas, laranjas e maçãs), não se usa a vírgula antes do “e”, ou seja, antes do último item relacionado. Nesta situação específica, porém, na língua inglesa, há enorme discussão a respeito. Esse tema de debate é chamado de “serial comma” e há argumentos contra e a favor da inserção da vírgula numa frase como “he bought bananas, oranges and apples/he bought bananas, oranges, and apples”.

 

Em português, defendemos que não é necessário o uso de vírgula antes de “etc.”, justamente porque “etc.” é a contração da expressão latina “et cetera” (e outros) e, por conter a partícula “e” como conjunção aditiva, não requer o uso da vírgula. Porém, em inglês, a discussão sobre a vírgula antes de “and” se estende para “etc.”, de maneira que é muito comum ver frases como “he bought bananas, oranges, apples, etc.”. Multiplique esse uso por algumas dezenas de ocorrências num artigo científico… E o resultado é uma possível crítica de um referee, não especialista em edição de texto, dizendo que o trabalho contém “muitos erros gramaticais”. É um risco.